An@ Encantada

Porque sim…

Arquivo de Outubro, 2010

Era tão isto que eu queria dizer

Aos 30*
Ter 30 anos é fixe. Apesar de me esquecer muitas vezes que já os fiz, a verdade é que os tenho e gosto disso. Não queria ser adolescente outra vez, nem que me pagassem, nem queria estar nos 20 porque não é tão fixe como estar nos 30. A verdade é que temos uma herança gira, um histórico fofinho de brincadeiras na rua, televisão só com dois canais e séries óptimas, desenhos animados divertidos, a Rua Sésamo, pão com marmelada e avós a tomar conta de nós. E por isso é que somos também uma geração com tanta nostalgia e saudades do que já foi. Venham daí os Sanjo, os cromos, a cola cisne, as bombocas e os relógios casio digitais. Somos meninos e meninas que começaram a sair à noite aos 16 e não aos 12, 13 e 14, como agora se faz. Somos da altura em que ainda existiam algumas, ainda que poucas, tribos urbanas. Betos, surfistas, freaks, grunges, góticos e nem uma coisa nem outra. Dificilmente seríamos tão iguais uns aos outros como hoje. Somos meninos que aos 11, 12 e afins não tínhamos qualquer preocupação com a moda e vestíamos o que houvesse porque isso não era assim tão importante. Quanto muito queríamos roupas da Cenoura (eu quis) porque os Ministars usavam. O sexo não era tabu mas também não era uma conversa a ter a cada encontro com os amigos, não era banalizado e os namoros eram mesmo importantes e tenho pena que os miúdos de hoje já sejam tão cínicos no que toca ao amor. Sabemos assobiar o “Verão Azul” e cantar o genérico do “Tom Sawyer”. Lembramo-nos da Madonna porcalhona e tão fixe que costumava ser. Quão fixe é sermos do tempo em que o Twix se chamava Raider? Somos mais infantis do que os nossos pais, duma forma boa e queremos ser felizes mais do que qualquer outra coisa, por muito estranho que isso ainda soe às gerações mais velhas. Somos novos até mais tarde e aos 30 somos mesmo novos mas com uma bagagem de uma série de coisas que já não existem e que nos fazem sentir priveligados e às vezes arrogantemente especiais. E esquecendo o facto de nos sentirmos defraudados de vez em quando – o futuro não está a ser assim tão brilhante quanto nos prometeram e não basta tirar um curso para ter sucesso – estar nos 30 é fixe. Muito fixe.

* e 31, 32, 33, 34… perceberam a ideia?

Descaradamente “roubado” daqui.

Finalmente notícia pelos melhores motivos

Homem “sem rosto” do Rossio remove tumor de 5,5 quilos com sucesso

José Mestre, conhecido há vários anos no Rossio e Restauradores como o “homem sem rosto”, foi operado em Chicago, tendo-lhe sido removido um tumor de 40 centímetros e 5,5 quilos, noticiou a estação televisiva ABC.

O tumor, que cobria a maior parte do rosto e punha em risco a vida de José Mestre, foi retirado depois de três meses de preparação em Chicago, nos Estados Unidos, tendo sido necessárias quatro cirurgias.

“Finalmente teve uma hipótese de levar uma vida mais ou menos normal porque, antes disto, [José Mestre] sentia que, apesar de nunca o ter pedido, era o centro das atenções em todo o lado”, disse o seu tradutor à ABC.

A história começou no ano passado quando, em julho, José Mestre, então com 53 anos, foi convidado pelo canal de televisão Discovery para filmar em Londres um documentário sobre o seu problema.

O programa, intitulado “O homem sem cara”, foi apresentado no início de dezembro mostrando o rosto deformado do homem que costumava andar pela zona do Rossio, tendo o canal contactado dois médicos famosos nos hospitais de St. Bartholomew e de Broomfield para pedir opinião.

Ian Hutchison, o médico do St. Bartholomew consultado, ofereceu-se de imediato para fazer-lhe uma cirurgia inovadora, e de graça, para devolver a José Mestre o rosto que desde criança se vinha a deformar prometendo uma melhoria da qualidade de vida já que lhe possibilitaria respirar melhor, falar, comer e ver.

A maior dificuldade foi conseguir o acordo do próprio José Mestre que, como testemunha de Jeová, mostrou reservas em fazer a cirurgia.

No entanto, o facto de, nos últimos meses, o tumor lhe ter provocado cegueira de um dos olhos, além de ter coberto por completo a boca e a língua, levou a sua irmã a insistir na operação.

“Se não fosse feito nada, ele morria”, explicou à ABC a irmã, Edite Abreu, garantindo que “agora, ele tem uma nova vida”.

José Mestre, que foi submetido a duas cirurgias perigosas nos últimos dias para reconstruir o seu rosto, está ainda a recuperar, com o rosto envolto em gaze, mas já consegue deslocar-se sozinho e falar com dificuldade.

“Nenhum médico o queria operar, por isso, para ele, desde a primeira cirurgia que esta história tem um final feliz, porque ele nunca acreditou que chegasse aqui vivo”, disse o tradutor à estação televisiva.

“Este foi provavelmente o maior tumor jamais retirado e, por isso, foi muito difícil fazê-lo sem deformar o rosto”, explicou Ramsen Azizi, um dos cirurgiões que está a tratar do caso.

José Mestre saiu do hospital na segunda feira à tarde e voltará a Portugal daqui a poucas semanas, refere a ABC, acrescentando que a família continuará a ser apoiada médica e financeiramente pelo hospital.

Adoro convites para jantar inesperados

Só os dois.

Gosto desta

O cúmulo da idiotice

É pedir a um colega com designer skills para fazer alguns composits e vê-lo ser elogiado por toda a gente e, de repente, começar a fazê-los o próprio porque a dor de cotovelo é tramada e a inveja é um sentimento muito feio. How bimbo is this?!

São tempos calmos estes

Faltam 20m para as 4h da tarde e eu já tenho o meu trabalho terminado. Palpita-me que daqui a um mês a coisa não estará tão cor-de-rosa, pelo que, apesar de me custar imenso ver que as horas não passam, vou preferir este tédio ao corropio de clientes e reclamações e gentinha idiota que toma todos por parvos.

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Em pouco mais de ano e meio. Não está mau.